20070131

Teorias sobre a vaca da Milka


1. A vaca é fufa. Veste cores suspeitas.
2. A vaca é um traveca. Tenta demasiado mostrar-se vaca para ser uma vaca verdadeira.
3. Para sair leite desta vaca eles têm que enfiar o dedo no cú dela. Teoria transvaca.
4. As tetas saltam à vista. Dir-se-ia que são implantes.
5. A vaca dá leite lilás. Os chocolates milka são transgénicos e causam a homossexualidade.

As conversas que se têm quando se quer evitar fazer algo de realmente útil...

pesca tradicional

Perto da minha terra natal ainda se pode ver a pesca tradicional onde os pescadores deitam a rede ao mar e depois se junta uma multidão à volta quando a retiram. Primeiro sai o pescado grosso e para o fim já são menos os peixes (sardinhas normalmente) que saltam das redes. No final mesmo só algumas ainda saltam no bater das ondas (miudezas...) até que finalmente alguns peixes morrem na praia, a secar ao sol.

É assim muita da vida nocturna de todo o mundo. Primeiro sai o grosso da pesca. Depois as sobras tentam desenrascar-se como podem, quando só há peixe miúdo. Na calmaria a noite morre e fecha-se a faina. Algum peixe seca na areia... outro, mais forte, regressa à água para ser apanhado talvez noutro dia, talvez nunca.

Não tenciono ser apanhado.

E se for, sou peixe de aquário, não de prato principal.

20070130

Uma questão de quatros...

Há uns tempos atrás, quando acordava tentava decidir qual delas iria ser,
agora decido quando vou dormir. Agora que tenho a decisão tomada, mais uma noite de pesadelos, para quando acordar amanhã e abrir os olhos tudo parecer um sonho...
É mais fácil acordar assim, mas é mais dificil dormir com a decisão tomada...
Ou 8, ou 80 e nunca fico satisfeita com nenhuma delas, talvez o meio termo fosse o mais acertado, mas nunca me consegui equilibrar no meio dessas duas mãos, nem no 4 e muito menos no 40.

Loneliness (and a rabbit)

Quando quero sentir a minha solidão faço aquilo que provavelmente quase ninguém faz: vou para o sítio mais cheio de gente que me lembro na altura e escrevo.

Assim se passou mais uma vez.

Sentia saudades da solidão de Lisboa, a Lisboa que é tão cabra que me faz adorá-la.

20070129

returning


My eyes burn naked,
my black cold numbers,

my insecurities,
my devious nature,

make it go away.
Underworld, Sola Sistim

20070128

Random thoughts.

1. Sometimes I feel like a stray dog.

2. The proof that americans are the biggest ass holes is that their toilet paper is wider.

20070126

gaffes interculturais

Primeiro dia em Portugal, primeira noite no Bairro.
Revejo caras antigas, conheço novas.
Uma menina é-me apresentada à frente do Purex.
Levanto a mão para a cumprimentar.
Ao mesmo tempo relembro a etiqueta tuga: neste contexto social dão-se dois beijos.
Dois beijos.
Não é um "passou-bem".
Dois beijos.
Peço desculpa, tento explicar-me, corado.
A explicação sai arrastada, ainda por cima a menina é gay e pensa que eu estou a tratá-la assim porque poderia parecer muito "macha".
Nada disso, pelo contrário, é das lésbicas mais giras e interessantes que conheci nos últimos tempos.
Pata na poça no primeiro dia em Portugal: DONE.

Oh, and by the way: it's good to be back :)

20070124

noites de semana

Quem fuma sem beber, são 30 anos sem fo***
O D. Sebastião regressou em grande, como quem diz em altas.
Não é fácil, mas apesar de parecer contraditório, sabe muito bem!

20070122

Emoções

Tive um fim de semana de verdadeiras emoções fortes.
Sexta Feira - Cólica renal. Sim, é uma verdadeira emoção, aliás, é um sentimento bastante agudo que nos faz subir às paredes, cantar e chorar, tudo ao mesmo tempo.

Sábado - Foi mais calmo. Ainda andei um bocado dorida ( mas nada que umas cervejas e uns comprimidos «tal e qual a Karen do Will & Grace» não resolvessem), mas finalmente resolvi desfazer a árvore de natal, ou seja, no dia 20 de Janeiro. Eu nem sei porque é que faço a árvore (não gosto do natal), depois nunca tenho vontade de a desfazer porque dá muito trabalho.

Domingo - O D. Sebastião regressou, não com o nevoeiro mas sim com a chuva. Tinha saudades, muitas saudades dele, mais uma emoção forte, o reencontro ao fim de alguns meses... a emoção foi tão forte que me esqueci das dores de rins, sem medicamentos é certo, mas com mais umas cervejas à mistura e muita conversa para actualizar.

20070119

1

Vemo-nos amanhã pelo Bairro Alto?

Edit: Morgana, o "estaminé" fica por tua conta nestes dias... Como deves imaginar vou andar muito ocupado ;)

20070118

Rambóia Íntima.

Ou como duas palavras que separadas me causam alergia se transformaram na minha expressão favorita actual.

(Vês, Morgana? Vês? Vês que eu nem mencionei o teu nome neste post misturado com esta expressão e a noite de Segunda-Feira? Vês?)

AH!

2.

sim? ou não?

Acho isto inacreditável...
O referendo do dia 11 de Fevereiro confunde muito a cabeça das pessoas.
Só me apetece chamar burras a algumas!
Não vamos votar a favor do aborto ou contra. Vamos votar sim, mas para legalizar o aborto ou não.
Eu pessoalmente sou contra o aborto, mas sou a favor da legalização do mesmo.
Sim, porque o objectivo desta votação será simplesmente o de dar liberdade às pessoas no sentido de realizar um aborto com segurança no seu próprio país.
Vejamos:
o que é que é melhor? uma mulher fazer um aborto em condições miseráveis e pôr a sua vida em risco (ou então ir a Espanha "engordar" monetáriamente algumas clínicas), ou fazê-lo em condições de segurança e depois então "lidar" com a sua consciência?
Nunca tive que tomar essa decisão (a de abortar), mas se algum dia o tiver que fazer prefiro que seja em segurança.
Agora, a consciência é de cada um de nós, se depois conseguimos (com)viver com isso ou não.
Esta não é uma questão de "matar" ou "não matar", mas sim de decidir se o podemos fazer em condições humanas.

Já agora, vejam o Children of Men. E se fosse ao contrário? Se dependesse de vocês ter que dar continuação à Humanidade? Se todas as pessoas fossem estéreis? o que é que vocês fariam?

Isto é só a minha opinião, mas como em tudo na minha vida, EU SOU A FAVOR DA LIBERDADE DE ESCOLHA!

20070117

Medo...

Como é que é possível notícias como esta? Que população temos nós? É triste. Pensar que vou regressar a um Portugal que pode eleger Salazar (!) ou Cunhal como o "Maior Português de Sempre" deixando pelo caminho Fernando Pessoa.

Noutras andanças, em relação aos globos de ouro, só um comentário: Ugly Betty não merecia o prémio. É um pastiche previsivel do "Devil Wears Prada" (Boa, Meryl! Tamos contigo!) que joga no campo do politicamente correcto ad nauseam.

3. Bof.

20070116

season ending

Saio de casa para tomar um Doppio Expresso no Starbucks mais próximo. As ruas que percorri nestes meses seguem comigo num dia de Janeiro quase primaveril (é definitivo, não vou ver nevar) e a noite começa a cobrir de sombras a cidade de mármore. Páro perto da rotunda, respiro fundo o ar corrupto... e quase me sinto em casa.
Ao pé da estátua música em crescendo faz-me parar e olhar para a multidão. Um grupo de jazz, puro e negro, toca com emoção e essa emoção perfura-me a pele e atinge-me aquele líquido viscoso a que chamo alma.
Este é o último episódio desta série.

It was the best of times, it was the worst of times, it was the age of wisdom, it was the age of foolishness, it was the epoch of belief, it was the epoch of incredulity, it was the season of Light, it was the season of Darkness, it was the spring of hope, it was the winter of despair, we had everything before us, we had nothing before us, we were all going direct to heaven, we were all going direct the other way.

Charles Dickens, A Tale of Two Cities

4. T'tum, t'tum, t'tum, t'tum...

20070114

Memory Lane

Este foi um dos primeiros posts do meu primeiro blog.
Faz nesta altura 3 anos (!).

Suddenly Susanne came over me and whispered: "I think he fancies you". I smiled. I knew he was gay, not bi, because Susanne herself had had an experience with him... She told me she hit on him for a while till he told her his truth. Susanne had that on her, a blazing fire that will not be extinguished. Always longing for the new and powerful.
I was her new boytoy, and I was aware of that. More than that, I was afraid I was getting addicted to her.
The pub was almost closing doors and then she went to talk to him again. I just sat there not knowing what to do. The music was still playing loud and though I tried not to look, when I did, our eyes made contact. He smiled. I shyly looked away.
My (bi?) sexuality had been haunting me and on the previous week Susanne had caught me seeing the boys on the net. She thought it was great, and she wanted to transform me from the boytoy to her playmate.
It was only when I got there in that pub that she told me about him. Trembling, I had agreed.
The music stopped and Susanne called for me. We were introduced. Josh was his name. Josh, His blue eyes sparkling and his words "She's so totally crazy, man".
All the nervousness left me. Ok, he wasn't going to do it. Great.
Or so I thought. We got a taxi and he got in with us. I think I died right there. He told the driver an address. And as I was thinking "Ok, he's just catching a ride with us..." he looked at me straight in the eyes once more(no pun intended). "You dont have to get up early tomorrow morning, do you?". Susanne laughed. "He's free till 2 pm..."
I couldn't believe that it was happening.
Susanne and Josh were talking about mutual friends I didnt know, and we suddenly got there.
I lingered in the taxi.
"Well, aren't you coming?..."
"Err... Yeah sure."
I got into his appartment. He shared it with a couple of friends, and we went straight (gayly?) to the bedroom. It started when we were smoking a couple of splifs. We were playing this game of blowing the smoke into Susanne's mouth. And then Josh asked me to do it.
By then I was way more relaxed. Stoned. So I agreed.
And his lips touched mine. And his hands touched me.

And...

And the rest is history. :)


6!

20070112

The L is back

Começou a 4ª temporada.
Fiquei um bocado desiludida com a 3ª, mas como o enredo é uma verdadeira surpresa estou pronta para mais uma.
O 1º episódio não está nada mal, gostei e tenho que admitir que já tinha saudades das meninas...

AM I A CLICHÉ? #4 Colors of the Rainbow...

Quando cheguei aos EUA tive que mobilar pela primeira vez o meu próprio apartamento, e comprar todas as coisas que um gajo precisa para conseguir sobreviver sozinho.
Quais foram as minhas primeiras compras?
Copos de vinho.
Sim, copos de vinho.
E como o dinheiro não era assim tanto, os copos de vinho tiveram que servir para copos de água, de coca-cola, de vodka e de cocktails.
Fui ao Macy's cá da zona e encontrei uns que até achei piada.
Cada um deles tinha o pé de uma cor diferente. Seis cores diferentes então.
Como sou um gajo cuidadoso, ao longo do tempo fui... ehem... perdendo... alguns dos copos. Parece que aqui o vidro é mais frágil, não sei...
Anyway... Chega-se ao fim desta aventura e quantos copos me restam?

2.

2 míseros copos.

Todos os outros partidos.

E quais as cores que sobreviveram?...

Pois.
Azul e Rosa. Coincidências?

PS: Chamo a atenção para a garrafa de vinho que escolhi para ilustrar o post. Se há uma coisa que os americanos sabem é fazer marketing: quem pode resistir a uma garrafinha com um símbolo do gajo dos corninhos como logotipo? Ainda que o vinho não seja nada de especial (sim, sou amante dos vinhos portugueses, gosto que só desenvolvi depois dos 20...)


AH!

Quase que me esquecia...

8!

20070109

Meet Jay Brannan

E já que estou numa de youtube e com umas insónias terríveis (again... grrr) aqui vai uma musiquinha de um singer-songwriter muito sui-generis... Ele vive em New York City e participou há pouco tempo num filme de que já falei aqui (já estreou em Portugal? Duvido...).
Jay Brannan. A next-door kinda guy with cute simple songs.

Se quiserem ver/ouvir mais músicas vão à página do rapaz do Youtube. A guitarra, ele, e músicas de uma simplicidade encantadora.

I'm miles from where you are

I find the map and draw a straight line
Over rivers, farms, and state lines
The distance from here to where you'd be
It's only finger-lengths that I see
I touch the place where I'd find your face
My fingers increases of distant dark places

20070108

saturday's

Trabalhei o dia todo que nem uma moura.
Tudo bem, estou habituada e até que gosto. Porque gosto do que faço.
A modos que trabalho na área das artes. Tenho um público especifico que já me segue a alguns anos. Uma vez por mês, lá estão eles à minha espera às 16h30m. É normal ter casa cheia (é muito gratificante), mas também acontece não estar cheia. Tudo bem.
Este sábado esteve a abarrotar. Antes de entrar em cena, lá estava ele, o nervoso miudinho, o arrepio pela espinha, os suores frios...e quando entro no palco, quando enfrento o público, tudo desaparece, tudo se transforma e o mundo é diferente.
Isto é só uma versão apaixonada da situação, mas não há nada como a adrenalina que nos sobe à cabeça, sentimos o sangue a correr nas veias. Frio. Corre muito frio, mas sabemos que estamos vivos. É bom,muito bom e sabes que nessa altura tu é que controlas o teu mundo e o mundo de quem está á tua frente. Durante aquela hora és tu, só tu que detens o poder...
No fim, quando tudo corre bem, quando vês que o público gosta, tudo é perfeito.
Depois passa :)
A seguir um bom banho de água a ferver, roupa lavada e cerveja a acompanhar o jantar. Muita cerveja e 2 maços de tabaco.
Ás 5h da manha uma joint.
Entro na disco. Quase vazia. Mais uma cerveja.
Sinto a música a vibrar dentro de mim... berro com ela, olha pela janela, o dia está a nascer sobre o mar. Já é outro dia...
Num flash, estou em casa, são 7 da manhã, e ontem tudo foi perfeito.
Estou rota, cansada, mas vale a pena.

20070107

It's only natural...

Música dos The Killers e clip de Tim Burton. Grande combinação.

I never had a lover
I never had soul
And I never had a good time
I never got gold.

20070105

club lingo

Cockblocker: a girl, usually in a gay club, that insists on dancing with a guy.

Use: "Hey Lisa, get off him, don't be such a cockblocker!"

20070104

Young Folks

Esta música é de 2006, mas só a descobri este ano.
Tem-me acompanhado em 2007 e é muito boa onda!

Más Influências...

Lembro-me na altura da Universidade de ficar amigo de uma miúda muito porreira. Na altura ela namorava há já dois anos com o rapaz com quem tinha perdido a virgindade e apesar de muito extrovertida portava-se sempre muito bem nas nossas (até aí) raras saídas à noite.
No meu segundo ano acabávamos por estar juntos tardes inteiras e acabei por convencê-la a começar a sair à noite um bocadinho mais. Pouco tempo depois acabou com o namorado.
Acho que não tenho um poder persuasivo muito grande, mas tenho tendência a ficar amigo de pessoas que estão desertas para "sair da casca". Sei que a partir do segundo semestre já era ela a ir buscar-me a casa com um garrada de vodka na mão, e pouco tempo antes dos exames até já da minha erva caseira fumava - fui o "padrinho" dela.
No terceiro ano aconteceu mais ou menos o mesmo. Outra rapariga, com quem andei durante alguns meses, começou a fumar erva comigo também, a ir a festas e a ultrapassar barreiras que se tinha imposto durante demasiado tempo. Nessa altura comecei a pensar que eu era daquelas "más influências" contras as quais as mães avisam as filhas.
Ora chega a passagem de ano 2006/07 e sou padrinho mais uma vez: desta vez mais internacional, verdade, mas de um rapaz de 25 anos que nunca tinha fumado sequer uma vez. Será que sou assim tão má influência? Ou será que comigo as pessoas se sentem à vontade para fazer coisas que até aí não se atreviam?
Na minha opinião a última hipótese está mais correcta. Destas três pessoas, a primeira está praticamente casada actualmente, a segunda ouvi dizer que se tinha enterrado em cenas mais pesadas e há cerca de 3 anos que não ouço nada dela. Este rapazinho... desde que o conheci que era "atinadinho" demais. Nada contra, de facto dou-me bem com os mais variados tipos de pessoas.
Tão atinadinho que quando me perguntou a minha opinião sobre ele eu disse exactamente isso... you think too much and you're too uptight.

Well not anymore. ;)

20070101

Three... Two... One...

Happy New Year!!!

New York was great, Times Square is overrated (and overcrowded)
7 pm: Feliz Ano Novo! So you guys got to 2007 first :)
Had dinner at a Mexican Restaurant, went to a private party at 46th and 7th, beautiful people, lotsa booze, different approach to midnight, no raisins and english countdown (I was the only portuguese guy - and it felt great). Tried to smoke some more weed at the rooftop of the skyscraper, no can do - security issues (did I mention they actually close Times Square and no one is allowed to get in those streets after 6pm? Residents and guests only. I was a guest. :P).
Went to Posh, a queer bar somewhere in the city, had fun, have memory lapses (yeah that bad), went to sleep at 5. A small studio at Chelsea, the floor was great.
Got up at 8.30, caught the bus an hour later.
Home sweet home.
See you next time, New York City!