20070321

odiozinhos de estimação

ODEIO andar nos autocarros da Carris.

Não é por causa dos constantes atrasos.
Não me faz diferença o mau humor contínuo dos motoristas.
Nas curvas apertadas, sim, tenho receio que o braço do heroinómano que se está a segurar à minha frente se rasgue pelo picotado. Mas nem é isso o pior.
Sim, também me faz confusão quando os velhotes praticamente me abraçam em tentativas de- espero- segurança. Mas com isso vivo eu bem.
Cheiros intensos de sovacão ou patchouli? Apalpões disfarçados por um "Ai, desculpe"? Nada que o metro não me tenha habituado.

O que realmente me ENFURECE é quando durante meia hora um puto giro farta-se de me fazer olhinhos do outro lado do autocarro e de repente sai e eu nem sequer tive hipótese de falar com ele.

(Já agora, e se tivesse... o que é que se diz nestas situações?)

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