20070424

Porno Cultural

Hum.
Parece uma pila.
Sim.
É uma pila.
Longos minutos se passam onde a pila está ali, em plano único.
Nunca tinha visto uma pila tão grande.
Em close-up.
Metros de pila no ecrã do cinema.
Longos metros em longos minutos.
E vai crescendo.


Destricted


Esta é a cena de abertura de Destricted, um filme composto por sete curtas de realizadores como Larry Clark (o de "Kids") ou Gaspar Noe (de "Irrévérsible").

Arte? Talvez. Porno? Definitivamente.

Agora experimentem ver um porno numa sala de cinema como o Fórum Lisboa com a lotação quase esgotada.

É giro.

20070416

Narcisus Narcosis

Alguém folheia o meu caderno de apontamentos, no meio de uma sessão de fumos.
Repara que numa página escrevi algumas vezes o meu nome.
Provavelmente produto de uma reunião qualquer cujo interesse que eu tinha nela era o mesmo que tenho pelos filmes do Michael Bay (sendo que adormeci quando vi o "Pearl Harbor").
Pergunta que me fazem em modo "ahah-deixa-me-gozar-um-cadito-contigo":
- Então estavas a aprender a escrever o teu nome aqui? Eheh.
- Não, é mesmo a questão do meu egocentrismo. E nessa página até está suave, normalmente também desenho coraçõezinhos à volta.

Problema de Expressão

Passava várias vezes no Maria Caxuxa, no Bairro Alto.
Comecei a frequentar mais agora.
Percebi que quem vai lá é subliminarmente atraído pelo verdadeiro nome do bar.
"Maricas Xuxa".

20070411

Autocarros da Carris - A Saga Continua

Mais uma vez os deveres levaram-me a ter q aturar por mais umas dezenas de minutos os autocarros da Carris. A determinada hora aquilo passa a ser ponto de encontro de velhas e mamãs com o bebé ao colo. Calhou que um desses se sentou no banco da minha frente. Ora os bebés, nunca percebi bem porquê, têm tendência para se meter comigo nestas situações (onde incluo salas de espera de consultórios). De novo aconteceu, o pimpolho loirinho com cara de anjo resolve sentar-se virado para trás e olhar fixamente para mim. Eu nestas situações fico sempre em dúvida (torço o pescocinho à criatura ou sorrio e olho para o lado a ver se lhe passa*). Não resultou, o rebento resolveu começar a comunicação forçada. "Ta ta ta ta". Ok. Sorrio e digo "Buh", crendo que o mítico bicho-papão ainda assusta a bebezada "como no meu tempo".
Erro.
O pequeno príncipe aprendeu um som novo.
Começa a berrar "Buh!" a toda a gente.
A mãe, desesperada, resolve passar para outra vogal, a ver se o distrai.
"Boh", diz ela inocentemente inspirada.
E pronto, assim se pôs uma criança de dois anos de idade a berrar em plenos pulmões "Boh!" "Boh" "Bobó!" "Bobó!"




*Agora que penso nisso às vezes acontece o mesmo nas discotecas.

20070405

Remember...

"The only people for me are the mad ones, the ones who are mad to live, mad to talk, mad to be saved, desirous of everything at the same time, the ones who never yawn or say a commonplace thing, but burn, burn, burn, like fabulous yellow roman candles exploding like spiders across the stars..."


Jack Kerouac

20070404

can i have a slice of your song?

Nothing changes here and nothing improves
(...)
When you think it couldn't get much worse
The numbers rise on the death toll
(...)
Everything you hear is distorted in your head
(...)
Forgetting everything you ever dreamed years ago
(...)
When the dread is flowing down my veins
I want to tear it all down and build it up again

Calexico, "All Systems Red"

20070403

clown

Scream at me again, if you like
Throw your hate at me, with all your might
Hit me 'cause I'm strange, hit me
Tell me I'm a pussy and you're harder than me

Scared to be honest, be yourself
A cowardly man

To come out...