20080124

Em sintonia...

"O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço..."

20080117

um regalo para os olhos!


as senhoras estão de volta!
com um início de 2008 tão fraquinho, esta é sem dúvida uma boa prenda!

20080108

Ó filha...

Pois.
Eu também pensava que um "Ó filha..." atirado ao ar era daquelas expressões que-saem-da-boca-das-bichas-malucas.
Mas não...
Parece que "Ó filha" é boca de pedreiro mesmo:

Ó filha, só não tenho pêlos na língua porque tu não queres
Ó filha, aperta aqui que é mais fofo
Ó filha, agora já percebo porque é que tenho a talocha nas mãos.
Ó filha, com um cuzinho desses deves cagar bombons.
Ó filha, levavas aí com o martelo pneumático que fazíamos o túnel do Marquês num instante.
Ó filha, o teu pai devia ter a régua torta para te fazer com curvas assim.
Ó filha, fazia-te um pijaminha de cuspo.
Ó filha, anda cá a cima que até a barraca abana.
Ó filha, enchia-te essa cona toda de massa.
Ó filha, anda cá a cima que ele não se vai chupar sozinho.
Ó filha, lambia-te o que tu mais gostas.
Ó filha, agarra aqui com a mão.
Ó filha, queres ir ao céu? Sobe os andaimes que o resto do caminho é por minha conta.
Ó filha, se não acreditas que Deus é feito de carne e osso sobe os andaimes e anda cá tocar-me.
Ó filha, contigo era até partir os pés à cama.
Ó filha, tens carinha de modelo mas o teu cu é um continente.
Ó filha, anda cá dar um beijinho ao trolha.
Ó filha, com menos cu também se caga.
Ó filha, se o teu cu fosse uma torrada, precisava de um remo para o barrar.
Ó filha, só não sou teu pai por quinhentos paus.
Ó filha, com esse atrelado só com carta de pesados.

E pronto.
Aqui está o meu contributo para a glorificação do grunho tuga.
É que isto funciona mesmo.
Sério.
Senão eles não se multiplicavam como ratazanas, certo?...