20080705

to sleep.

acorda. (abre os olhos!)
levanta-se na sua mente dorida, zumbido de uma noite recheada de drogas.
casa de banho, duche.
senta-se no chão e sente a água a massajar cada centímetro do seu corpo cansado.
passam minutos. ou serão horas. não interessa.
olha para a cozinha enquanto procura uma faca limpa para fazer tostas.
tudo lhe parece vazio, e age como se tivesse que obedecer a uma linguagem de programação inscrita nos seus genes.
come. nada lhe sabe a nada.
sai para a rua.
o sol queima-lhe a pele como se o ozono tivesse finalmente deixado de existir.
bebe um café. olha para a outra mesa. ignora o olhar verde.
começa a andar. acaba no final da tarde junto ao rio. o cheiro quente da água invade-lhe os sentidos. diz adeus a alguém que conheceu há muitos anos.
regressa a casa. encomenda uma pizza. vê televisão.
fuma mais um cigarro.
enrola mais um.
esquece-se do significado de tudo, e tudo é coerente.
sai de casa.
percorre as ruas cheias de gente que não o é e observa os olhares que são jogados como a última cartada de um jogo de poker.
vai a jogo.
fode.
diz adeus por hábito e adormece.

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