20101026

la critique & l'amitié

Isto é malabarismo complicado.

Já não é a primeira vez que um amigo me pede para eu lhe dizer o que acho de um texto ou de um desenho. Alturas há em que prefiro sorrir e desconversar - porque sim, it's that bad. E apesar de preferir que me digam - a mim - a verdade a doer, eu próprio tenho por vezes dificuldade em fazê-lo. Porque não quero magoar os sentimentos alheios e/ou porque acho que não vale a pena (esta última é a pior das más atitudes, mas há um tempo para tudo, acho. Se eu fosse olhar para os meus peidos "artísticos" de há uns anos atrás seria o crítico mais ruim do mundo). Nessas alturas em que o tacto prevalece prefiro olhar para o positivo e destacá-lo ("tens uma letra muito gira...", "a atitude está lá...") do que dizer a verdade absoluta e arriscar uma atitude que pode ser considerada mais ácida ("os teus textos são cliché atrás de cliché..."; "os teus desenhos têm o nível de um puto de 13 anos em mau...").

A minha honestidade é paralela ao nível de amizade que tenho com a pessoa. Quanto mais amigo sou, mais honesto sou, mais bruto sou. Dizer que as coisas são boas só porque não queres magoar a pessoa, mais do que ficar calado, é que acho mesmo horrível e contra-producente, no mínimo...

Posso ser considerado prepotente nessas alturas. Mas faço sempre um disclaimer: hey, quem sou eu para poder avaliar seja o que for?

PS1: Gawd, os teus desenhos de ossos e caveiras fazem-me lembrar os que fazia no nono ano. E eu não era muito bom.
PS2: Vá lá, quantas vezes vais repetir a palavra "corpo"? E tens mesmo que a utilizar em *todos* os textos que escreves?
PS3: Se vais escrever um blog de críticas, faz com que isso ponha algo novo em cima da mesa... Se não é igual aos 100 000 000 que já existem no mesmo estilo.
PS4: G-r-a-m-á-t-i-c-a. Já ouviste falar?
PS5: Ena. Que bom. Fazes música exactamente igual à que fazias nos anos 90. Que evolutivo.



Pfff.... Desabafo. Feel better already.

20101015

momento "wtf does he actually listen to that" do dia.

(ou "Para fazer chorar as pedras da calçada em modo braindead"):




If he should ever come our way
Dry the tears and look somewhere above him
Might be easier to say than to do
But just pretend that you no longer love him

When your back's against the ropes
When you miss someone the most

It can only get better
Be still my heart
It can only get better
We've come this far
It can only get better

20101006

...é bom...

... quando pessoas do nosso passado reaparecem e surgem coisas que na altura não demos importância.

A acreditar que as pessoas mudam, que as pessoas crescem... Estou a gostar de redescobrir-te. E desta calma que me trazes escondida na tempestade.